ECONOMIA –

Brasil Gera 767 Mil Novos Empregos em 2023, Com Setor de Serviços Liderando Crescimento

Nos primeiros cinco meses de 2023, o Brasil observou um aumento significativo na criação de empregos formais, com a abertura de 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada, conforme anunciado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo positivo na geração de empregos se expandiu em todas as unidades da Federação, um indicativo de recuperação e dinamismo no mercado de trabalho nacional.

Em termos de rendimento, o salário médio real das contratações realizadas em maio foi de R$ 2.384,10. Apesar de representar uma pequena queda de 0,75% em relação ao mês anterior, o valor é 1,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2022, refletindo uma estabilização e ligeira recuperação nos salários.

Os dados, que fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelaram que, em maio, foram criadas 72.260 novas vagas, uma diferença positiva entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. Os setores que mais contribuíram para essa expansão incluem:

– Serviços, com um acréscimo de 45.655 vagas;
– Agropecuária, que somou 10.205 novos postos;
– Construção civil, gerando 12.096 novas oportunidades;
– Indústria, com a criação de 4.974 empregos;
– Comércio, que teve um aumento modesto de 40 vagas.

Dentre os subsetores, a área de Saúde Humana e Serviços Sociais liderou as contratações, seguida por Atividades Administrativas e Serviços Complementares, e Transportes e Correios, que também demonstraram crescimento robusto.

A Agropecuária teve destaque em diversas culturas, especialmente na produção de café e laranja, refletindo a continuidade das atividades rurais. No setor da construção civil, a oferta de empregos foi particularmente beneficiada por novas obras de infraestrutura, enquanto a indústria cresceu nas áreas de automação e produtos alimentícios.

Do total de 27 unidades da Federação, 22 apresentaram crescimento no emprego formal em maio, com destaque para São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Por outro lado, estados como Rio Grande do Sul e Goiás registraram perdas, atribuídas em parte à sazonalidade rural e a fatores externos, como tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, como calçados e couro.

Uma análise mais aprofundada dos dados revela que um número significativo de beneficiários do Bolsa Família também fez parte das contratações e demissões, desafiando a ideia de que o programa dificultaria a inserção no mercado de trabalho. Segundo o MTE, entre janeiro e abril, mais de 1,4 milhão de pessoas beneficiadas pelo programa foram contratadas, resultando em um saldo positivo de 421 mil.

No geral, os números indicam uma recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro, e o governo se compromete a seguir monitorando e apoiando essa tendência de crescimento e estabilidade.

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