Destes R$ 97,3 bilhões, R$ 85,2 bilhões são destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Este valor representa um aumento de cerca de 9% em comparação à última safra, sinalizando um compromisso contínuo do governo em apoiar pequenos agricultores. Nos últimos três anos, o governo já investiu R$ 225 bilhões em créditos com taxas de juros reduzidas, beneficiando mais de 2,4 milhões de agricultores e agricultoras familiares.
A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, destacou a redução das taxas de juros para a produção de alimentos básicos. Para a produção de alimentos como arroz e feijão, a taxa de financiamento caiu de 3% para 2% ao ano. Para produtos orgânicos e da sociobiodiversidade, a redução foi ainda mais acentuada, passando de 2% para 1% ao ano.
Outro avanço significativo do Plano Safra é a ampliação do limite de crédito para o Pronaf B, voltado para microcrédito rural. O limite por unidade familiar subiu de R$ 53 mil para R$ 74 mil, e a renda anual máxima para acesso ao crédito foi elevada de R$ 50 mil para R$ 60 mil. Esta linha de crédito oferece juros de apenas 0,5% ao ano e condições facilitadas para pagamentos pontuais, com desconto de até 40%.
O governo também implementou medidas específicas para mulheres envolvendo a redução da taxa de juros do Pronaf Investimento e a criação de novas linhas de crédito voltadas para suas necessidades. Já os jovens terão oportunidades aumentadas, com limite de investimento no Pronaf Jovem subindo de R$ 35 mil para R$ 50 mil, além de juros reduzidos.
Além dessas novidades, o Plano Safra oferece oportunidades relacionadas à habitação rural, com novos limites de crédito para reformas e financiamentos de imóveis, e condições de juros mais favoráveis, promovendo assim a melhora das condições de vida dos trabalhadores rurais.
Os agricultores que buscam modernizar suas operações também poderão financiar a compra de máquinas com taxas significativamente menores, ampliando suas capacidades produtivas. Esse conjunto de ações visa não apenas o fortalecimento da agricultura familiar, mas também um compromisso com a produção sustentável e a adaptação às mudanças climáticas, ampliando as perspectivas para o setor agropecuário brasileiro.
