O estudo clínico se concentra na análise de como indivíduos que nunca tiveram contato com o vírus da dengue respondem à vacinação, com uma ênfase particular na faixa etária dos idosos. Os pesquisadores buscam avaliar a segurança do imunizante e comparar a resposta imunológica entre os participantes mais velhos e o grupo adulto, que foi objeto de estudos anteriores. A expectativa é que essa pesquisa forneça dados novos que possam auxiliar na compreensão da eficácia da vacina em diferentes demografias.
A escolha da Região Sul para a condução do estudo se deve à baixa incidência da doença nessa área, o que possibilita um controle mais rigoroso e limpo dos testes. A maior parte das vagas para voluntários está direcionada a pessoas entre 60 e 79 anos, um grupo que é especialmente vulnerável à dengue e que pode se beneficiar com a vacinação. Os testes estão programados para ocorrer ao longo de um ano, nos municípios de Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, além de Curitiba.
A suspensão da vacina para a população em geral foi impactada pelos incidentes graves, que suscitaram questionamentos sobre a segurança do imunizante. Nessa perspectiva, o diretor do Instituto Butantan, Ésper Kallas, ressaltou a importância da rigorosidade científica nos processos de vacinação e reiterou a confiança de que, ao final da investigação, a vacinação poderá ser retomada. Ele enfatizou que a decisão será apoiada por dados sólidos, que garantam a segurança e eficácia do imunizante na luta contra a dengue, destacando a vacina como uma ferramenta crucial nesse combate.





