Os índices de coqueluche apresentaram uma queda acentuada a partir de 1990, quando eram cerca de 10 casos por 100 mil habitantes, devido ao aumento da vacinação da população. No entanto, em 2024, somente o estado do Paraná registrou um índice de 10,60, mantendo-se nesse patamar preocupante.
A infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio Libanês, apontou a queda na taxa de vacinação como o principal motivo para o aumento dos casos no último ano. Ela também destacou o aumento do acesso a exames laboratoriais que utilizam biologia molecular, o que contribui para a confirmação dos casos com maior precisão.
Outro fator que tem contribuído para o aumento dos casos é a ausência de reforço vacinal para adolescentes. No Brasil, a vacinação contra coqueluche é aplicada em crianças pequenas e em reforços após 1 ano de idade, porém os adolescentes não recebem essa proteção adicional.
No Paraná, foram registradas 13 mortes relacionadas à coqueluche em 2024, com um total de 1.224 casos confirmados. Em São Paulo, o segundo estado com maior número de casos, foram registrados 870 casos até o último boletim.
A cobertura vacinal no Paraná para a vacina pentavalente em crianças é de 90%, enquanto para a DTP é de 86%. Já a vacinação de gestantes apresentou um índice preocupante, com 53,3% delas não se vacinando.
A coqueluche é uma infecção respiratória transmitida pela bactéria Bordetella Pertussis, que afeta o aparelho respiratório e se caracteriza por ataques de tosse seca. A vacinação contra a doença é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é fundamental para a prevenção e controle da doença.
Diante do aumento dos casos e da queda na vacinação, especialistas alertam para a importância de manter a cobertura vacinal em níveis adequados para proteger a população, especialmente as crianças e gestantes, que são mais vulneráveis aos impactos da coqueluche.





