SAÚDE – Anvisa Autoriza Instituto Butantan a Produzir Vacina Contra Chikungunya, Garantindo Acesso ao SUS para População de 18 a 59 Anos

Na última segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização ao Instituto Butantan para iniciar a fabricação da vacina contra chikungunya, conhecida como Butantan-Chik. Essa autorização é um marco significativo, pois o imunizante agora pode ser integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e será direcionado a uma população-alvo específica, composta por adultos entre 18 e 59 anos que estão em risco de exposição ao vírus.

A vacina já havia sido aprovada pela Anvisa em abril de 2025, mas anteriormente, sua produção estava limitada às fábricas da farmacêutica Valneva, de origem franco-austríaca. Com essa nova autorização, a produção ocorrerá totalmente no Brasil, seguindo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos internacionalmente. Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, ressaltou a importância dessa conquista, apontando que a fabricação nacional permitirá o oferecimento do imunizante a um custo mais acessível para a população, algo crucial para melhorar a saúde pública.

Os testes clínicos da vacina envolveram aproximadamente 4 mil voluntários, com idades entre 18 e 65 anos, nos Estados Unidos. De acordo com estudos publicados na revista de saúde The Lancet em 2023, uma taxa expressiva de 98,9% dos participantes conseguiu produzir anticorpos neutralizantes, demonstrando a eficácia do imunizante. Além disso, a vacina apresentou um bom perfil de segurança, com os efeitos adversos mais comuns sendo dores de cabeça, dores corporais e febre, todos considerados leves a moderados.

A imunização contra a chikungunya já começou em algumas localidades do Brasil, especialmente nas regiões com maior incidência da doença, como parte de uma estratégia piloto implementada pelo Ministério da Saúde. A vacina não apenas foi aprovada no Brasil, mas também obteve aprovação em países como Canadá, Reino Unido e em diversas nações da Europa.

A chikungunya, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, provoca sintomas como febre alta e dores articulares intensas, podendo levar a um quadro de dor crônica que afeta a qualidade de vida dos pacientes. Em 2025, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) registrou cerca de 500 mil casos de chikungunya no mundo inteiro, com o Brasil contabilizando mais de 127 mil casos e 125 óbitos relacionados à doença. Esse cenário torna a vacinação uma ferramenta essencial para o controle da doença e a promoção da saúde pública no país.

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