JUSTIÇA – STJ suspende liminar que impedia execução fiscal contra Grupo Manguinhos, permitindo cobrança de tributos em meio a preocupações sobre a economia pública do Rio.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou uma decisão que pode impactar significativamente a gestão fiscal do Estado do Rio de Janeiro. Recentemente, o tribunal deferiu parcialmente um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ) para suspender uma liminar que havia barrado o cancelamento de um parcelamento tributário. Essa liminar também impedia que fossem prosseguidas as execuções fiscais contra as empresas do Grupo Manguinhos, que possui a antiga Refinaria de Manguinhos, atualmente conhecida como Refit.

A decisão, que foi anunciada pelo presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, enfatizou que a continuidade da liminar representava um sério risco à economia pública. Benjamin argumentou que impedir a cobrança de créditos tributários, que são de valor considerável, comprometeria drasticamente a recuperação das receitas do estado fluminense. Na visão do magistrado, a manutenção da liminar poderia gerar uma situação em que o Estado enfrentasse prejuízos, especialmente diante de possíveis constrições patrimoniais de outros entes federativos, que poderiam complicar ainda mais a satisfação das dívidas referentes aos créditos do Rio de Janeiro.

O ministro também observou que o agravo interno apresentado pelo estado contra a decisão anterior ainda não havia sido apreciado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Esse atraso se deu em decorrência do afastamento do desembargador relator, uma situação resultado de indícios de favorecimento ao grupo econômico que se beneficiava da decisão contestada.

O correto desenrolar do processo agora depende da análise que será feita pelo órgão colegiado do Tribunal de Justiça do Estado. Até que essa análise ocorra, a suspensão da liminar se mantém, possibilitando que o governo do Rio de Janeiro siga em frente com a cobrança dos créditos tributários em questão.

Este episódio evidencia a complexidade das relações entre o poder judiciário e as necessidades financeiras do estado, além de destacar os desafios que a administração pública enfrenta para garantir a recuperação das receitas em um contexto econômico delicado.

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