Apesar da negativa do pedido de reconsideração, a juíza Elizabeth Machado Louro ordenou, de forma cautelar, a suspensão dos efeitos da quebra de sigilo até que um habeas corpus, apresentado pela defesa, seja julgado. Assim, a magistrada determinou que o Ministério Público interrompa qualquer ação relacionada à perícia do dispositivo apreendido. Em sua decisão, a juíza ressaltou a importância de respeitar os procedimentos legais em andamento, especialmente quando a questão sobre a competência do juízo já está sendo discutida nos tribunais.
A apreensão do celular é uma etapa significativa da investigação, uma vez que seus dados podem fornecer indícios sobre ações de Jairinho que poderiam prejudicar a apuração dos fatos. O ex-vereador foi condenado em junho deste ano a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel Medeiros, um caso que chocou a sociedade brasileira. Henry, que tinha apenas 4 anos, faleceu em 8 de março de 2021, e a atenção da mídia e do público em geral se concentrou sobre o caso e suas consequências jurídicas.
No mesmo julgamento, a mãe de Henry, Monique Medeiros da Costa e Silva, teve o crime desclassificado de homicídio doloso para homicídio culposo, sendo condenada a um ano e quatro meses de prisão por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como já havia cumprido o tempo necessário em prisão preventiva, sua pena foi considerada cumprida.
O extenso processo judicial durou 11 dias, tornando-se o mais longo da história do Judiciário fluminense e evidenciando a complexidade e a gravidade do caso. A sociedade aguarda agora os próximos passos das investigações e as decisões judiciais em torno do habeas corpus que permanece em análise.





