Sabesp lidera reclamações no Procon-SP com 69% das queixas sem solução, superando Enel e gerando preocupações sobre a qualidade do atendimento

Sabesp lidera reclamações do Procon-SP com alarmante índice de queixas não atendidas

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, conhecida como Sabesp, tornou-se a empresa com o maior número de reclamações registradas no Procon-SP durante o último ano. Com uma média de aproximadamente 19 queixas por dia, cerca de 13 delas permaneceram sem resposta, evidenciando sérias falhas no atendimento ao cliente. Ao todo, foram 6.879 reclamações, das quais apenas 2.137 foram efetivamente atendidas, colocando a taxa de não atendimento em alarmantes 69%.

Em comparação, a Enel, fornecedora de energia elétrica, ocupou a segunda posição no ranking com 5.373 reclamações. Do total, apenas 1.095 foram atendidas, resultando em 80% das queixas igualmente sem solução. Esses dados refletem uma crise de atendimento, cada vez mais evidente na relação entre concessionárias e consumidores em São Paulo.

Essas informações foram compiladas no levantamento de Reclamações Fundamentadas do Procon-SP, que inclui casos onde os consumidores não conseguiram resolver suas questões diretamente com as empresas antes de recorrer ao órgão de defesa do consumidor.

A Sabesp, ciente de sua posição no ranking, atribui a alta taxa de reclamações a dificuldades pontuais, como um recente ataque hacker que impactou sua capacidade de resposta. Embora a companhia reconheça o Procon-SP como um importante termômetro da qualidade dos serviços prestados, afirma que está empenhada em melhorar a situação. Para isso, anunciou uma série de medidas, que incluem a contratação de novos profissionais para a Ouvidoria e a modernização de seus canais de atendimento.

Adicionalmente, a Sabesp se vê diante de desafios operacionais, como a conclusão de uma importante obra de reparo no interceptor de esgoto da Marginal Tietê, que se tornou um ponto de atenção após a abertura de uma cratera na via. Essa situação só intensifica a pressão sobre a empresa, que deve implementar soluções efetivas para recuperar a confiança dos consumidores.

Por outro lado, a Enel também enfrenta um cenário crítico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu um processo que pode resultar na perda da concessão da empresa. Com um histórico de falhas recorrentes e interrupções prolongadas, a Aneel considera que a Enel não atingiu padrões satisfatórios, especialmente durante eventos climáticos extremos.

Se os problemas não forem resolvidos, o contrato da Enel, que vai até 2028, pode ser encerrado antes do prazo, dando espaço para nova licitação e escolha de uma empresa que atenda melhor aos padrões exigidos pela população. O quadro atual revela um cenário preocupante para ambas as empresas, desafiando-as a agir de forma proativa para melhorar seus serviços e a relação com os consumidores.

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