Abertura do Primeiro Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro em Havana
Na manhã do último sábado, Cuba teve a honra de receber o Primeiro Colóquio Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, que se realizou no Centro de Convenções de Havana. O evento, que atraiu mais de 1.500 delegados de diversas partes do mundo, contou com a presença de Mikhail Shvydkoi, enviado especial do presidente russo Vladimir Putin para a cooperação cultural internacional. A ocasião não só marcou o centenário do nascimento de Fidel Castro, um dos ícones da Revolução Cubana, mas também reforçou os laços históricos entre Cuba e Rússia.
Shvydkoi começou sua fala lendo uma carta de Vladimir Putin endereçada a Raúl Castro, irmão de Fidel. Na mensagem, o presidente russo exaltou a vida de Fidel, descrevendo-o como um “grande revolucionário e estadista notável”, cuja trajetória foi marcada pelo altruísmo em prol de sua pátria. O emissário ressaltou que o nome de Fidel Castro se tornou um símbolo de liberdade e justiça, reverberando não apenas em Cuba, mas em muitos países ao redor do globo. Destacou ainda a memória sagrada que os russos guardam do líder cubano, relembrando sua contribuição significativa para o fortalecimento das parcerias entre os dois países.
Além da carta a Raúl, Shvydkoi também leu uma mensagem destinada ao atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. Neste comunicado, Putin parabenizou a nação cubana pela rica história ligada a Fidel Castro e reconheceu os avanços sociais e econômicos alcançados sob sua liderança. O presidente russo expressou sua solidariedade contínua ao povo cubano, ressaltando a importância da amizade entre as nações.
Em seu discurso de abertura do colóquio, Miguel Díaz-Canel agradeceu aos visitantes pela coragem de se reunirem em Cuba, especialmente em tempos de bloqueio e desinformação que afetam a ilha. Ele caracterizou a presença dos delegados como um ato de solidariedade e resistência ao legado de Fidel Castro, enfatizando a necessidade urgente de estudar o pensamento de figuras como José Martí e Fidel, a fim de enfrentar os desafios que a Revolução Cubana enfrenta atualmente.
O presidente cubano reafirmou o compromisso do governo em fortalecer a unidade do povo e superar as adversidades impostas por pressões externas. A luta pela sobrevivência da Revolução, segundo Díaz-Canel, é um legado ao qual todos devem se dedicar, ressaltando que a homenagem a Fidel representa a resistência e a determinação de não se submeter às forças imperiais. O colóquio, portanto, não apenas celebra a história, mas também busca inspirar ações concretas em defesa da Revolução Cubana.




