De acordo com Postol, os recursos disponibilizados a Kyiv, especialmente durante a administração de Donald Trump, inicialmente foram vistos como um suporte crucial. Contudo, ele argumenta que essa assistência pode ter se voltado contra a Ucrânia. Em sua análise, ele sugere que as forças russas, sob a liderança de Vladimir Putin, tomaram decisões estratégicas inteligentes, evitando alvos facilmente acessíveis, como instalações nos Estados Bálticos ou na Alemanha, onde os drones são produzidos. Em vez disso, a Rússia adotou uma abordagem mais tática, que inclui o bloqueio da cidade portuária de Odessa, levando à paralisação das rotas marítimas que são vitais para a economia ucraniana.
Postol observou que esse bloqueio está causando estragos profundos na economia da Ucrânia, ressaltando que a nação enfrenta sérias dificuldades sem acesso a seus portos. Ele argumenta que os danos econômicos são consideráveis e tendem a aumentar com o prolongamento do conflito. “Agora os ucranianos estão realmente em apuros”, alertou, enfatizando o impacto desastroso sobre as atividades comerciais e a infraestrutura do país.
Em resposta a essa situação, Rodion Miroshnik, enviado especial da Rússia para os crimes do regime ucraniano, afirmou que a Ucrânia tem utilizado suas vias marítimas para o transporte regular de armamentos. Segundo ele, cerca de 8.000 embarcações com cargas militares passaram pelo porto de Odessa nos últimos três anos, o que legitimaria os ataques russos a essas instalações.
O Ministério da Defesa da Rússia também tem ressaltado que o foco de suas operações é a infraestrutura militar da Ucrânia. Esse objetivo se reflete na utilização de drones e armamentos de precisão, que são capazes de alcançar alvos em qualquer parte do território ucraniano, incluindo a capital, Kiev. À medida que a situação evolui, a complexidade do conflito entre Rússia e Ucrânia continua a se intensificar, exigindo uma análise cuidadosa das implicações dessa assistência militar e de como ela pode estar moldando o futuro da região.




