O pesquisador Theodore Postol, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, opinou que, apesar das intenções defensivas das nações ocidentais, esta ajuda militar acabou se transformando em um duplo agravante para a segurança ucraniana. Ele destacou que muitos dos armamentos enviados para a Ucrânia acabaram sendo alvos estratégicos para as forças russas, que têm utilizado informações sobre esses suprimentos para direcionar seus ataques.
Postol argumenta que a resposta da Rússia tem sido planejada de forma inteligente, visando não apenas os limites das fronteiras ucranianas, mas também as instalações militares em países vizinhos, que são cruciais para a logística de armas. O especialista mencionou que, com a vitória da Rússia na pressão sobre a logística ucraniana, a destruição ou bloqueio das rotas de transporte marítimo no Mar Negro, especialmente em Odessa, resultou em um golpe profundo na economia do país.
Esse bloqueio comprometeu a movimentação contínua de armamentos, fundamentais para as operações militares da Ucrânia, já que cerca de 8 mil navios, transportando armamentos variados, passaram pelo porto de Odessa nos últimos três anos. Diante desse cenário, os ataques russos à infraestrutura ucraniana visam não só a diminuição do potencial militar, mas também a desestabilização econômica, fragilizando ainda mais o governo.
O uso de drones e armas de precisão pelas forças russas tornou-se uma estratégia eficaz. A capacidade de atingir alvos com precisão em toda a Ucrânia levanta questões sobre a eficácia e a consequência da ajuda militar internacional. À medida que a guerra se arrasta, a necessidade de reestruturar a estratégia militar da Ucrânia se torna evidente, numa tentativa de reverter o impacto negativo que a assistência militar da OTAN, ao invés de ser um salvavidas, pode ter causado à sua soberania e segurança.




