Os jurados chegaram à conclusão de que Carlos não estava envolvido diretamente em nenhum dos homicídios que resultaram na morte de cinco membros da família Belchior, totalizando dez pessoas assassinadas de uma só vez entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. A defesa aplaudiu a decisão, alegando que a acusação de homicídio qualificado não se sustentava, uma vez que Carlos não esteve presente no local do crime no momento da morte da vítima. A advogada de defesa, Vanessa Ramos, ressaltou a importância de se considerar a intenção criminal, que, segundo ela, não estava presente no caso de Carlos.
Após a condenação, a defesa argumentou que, devido ao cumprimento de mais de dois anos de prisão, Carlos poderia ser liberado em breve, uma vez que o juiz havia determinado o regime semiaberto. A expectativa é que ele seja encaminhado para um regime aberto, considerando que já cumpriu a maior parte de sua pena.
Durante o julgamento, Carlos relatou ter sido contratado para sequestrar Thiago e houve um acordo de pagamento de R$ 5 mil. Alegadamente, sua intenção era roubar o celular da vítima e acessar contas bancárias através dele. Esse plano culminou em um desfecho trágico, com o envolvimento de outras quatro pessoas que foram condenadas às penas severas, somando mais de 1.200 anos de prisão. O principal condenado, Gideon Batista, recebeu uma pena de 397 anos.
Maior chacina da região, o caso não apenas chocou a sociedade, mas também expôs a brutalidade de um crime motivado por questões relacionadas a um terreno de R$ 2 milhões, que teria sido um ponto de discórdia dentro da família. Os crimes em questão ocorreram em meio a uma disputa judicial, e o plano envolvia eliminar todos os herdeiros para tomar posse do imóvel. A brutalidade do caso continua a ressoar em Brasília, evidenciando a necessidade de justiça e o impacto devastador da violência nas famílias.
