Renato iniciou sua carreira em 1969 como repórter no “Jornal do Brasil”. Desde o começo, sua curiosidade e competência o destacaram, levando-o a ingressar na TV Globo em 1982. Um dos primeiros grandes desafios que encarou foi a cobertura da Guerra das Malvinas. Um ano depois, foi transferido para Londres, onde se tornou correspondente internacional e teve a oportunidade de cobrir eventos de grande repercussão, como o desastre nuclear de Chernobyl e os atentados em Paris.
Em 1988, Renato retornou ao Brasil e passou a atuar como repórter especial da emissora, onde continuou a deixar sua marca. Entre 1996 e 2010, assumiu a apresentação e a editoria do “Bom Dia Brasil”, um telejornal que guiou e inovou, com uma linguagem mais dinâmica e interativa, fortalecendo a conexão com o público. Durante seu tempo à frente do programa, dividiu a bancada com importantes colegas, como Mariana Ferrão e Glória Vanique.
Em depoimentos, Renato ressaltou que o telejornalismo exige um constante aprendizado. Segundo ele, dominar a profissão envolve conhecimento técnico e uma incessante busca por melhorias. Sua experiência o levou a novos desafios em 2011, quando retornou a Londres para cobrir eventos de relevância mundial, como o ataque ao Charlie Hebdo e a crise econômica na Europa.
Além de seu trabalho no jornalismo, Renato desenvolveu uma paixão por vinhos nos últimos anos. Em 2014, ele produziu reportagens que exploraram a rica cultura vinícola da Provença, na França, e frequentemente compartilhava seus conhecimentos sobre a bebida em suas redes sociais. Sua contribuição para o telejornalismo, aliada a sua paixão por vinhos, deixou um legado que certamente será lembrado por muitos. A perda de Renato Machado representa uma grande lacuna no jornalismo brasileiro, mas sua história e ensinamentos continuarão a inspirar futuras gerações.





