POLÊMICA – Alfredo Gaspar vira vice de Flávio após protagonizar CPMI do INSS e ser alvo de acusação que segue sob apuração – com Jornal Rede Repórter

A escolha do deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (PL) para ser candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou uma reviravolta no cenário eleitoral de Alagoas. O movimento retirou da disputa pelo Senado um dos nomes mais competitivos da direita no Estado e redesenhou a corrida pelas duas vagas que estarão em jogo nas eleições de 2026.

Antes apontado como um dos principais concorrentes ao Senado, Alfredo Gaspar dividia o protagonismo da disputa com o deputado federal Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB), que busca a reeleição. Com a mudança de rota, Lira passa a ter um caminho mais favorável para conquistar uma das cadeiras, já que deixa de enfrentar diretamente um aliado do mesmo campo político na disputa pelo eleitorado conservador.

A decisão de Flávio Bolsonaro surpreendeu setores da direita, já que Alfredo Gaspar não aparecia entre os nomes mais cotados para ocupar a vaga de vice. Segundo análise publicada pela BBC News Brasil, a escolha ocorreu após partidos como PP e Republicanos não fecharem apoio formal à candidatura presidencial, preferindo manter foco nas disputas estaduais e no Congresso Nacional.

Com atuação destacada na CPMI do INSS, Alfredo Gaspar ganhou projeção nacional ao comandar o relatório da comissão, que pediu mais de 200 indiciamentos, incluindo a solicitação de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro é utilizar o deputado alagoano como uma das vozes no debate sobre denúncias envolvendo o governo federal e o escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias.

A escolha, porém, também coloca Alfredo Gaspar no centro de possíveis desgastes políticos. O deputado foi alvo de uma queixa-crime apresentada por parlamentares governistas no contexto da CPMI do INSS, envolvendo uma acusação de estupro contra uma menor de idade. Gaspar nega as acusações e o caso segue sob apuração preliminar.

No cenário estadual, a saída de Alfredo Gaspar altera o equilíbrio da disputa pelo Senado. Com ele fora da corrida, Arthur Lira passa a concentrar parte do eleitorado de direita que antes estava dividido, enquanto Renan Calheiros mantém sua estratégia pela reeleição em uma disputa que agora ganha uma nova configuração.

A movimentação também reforça o peso de Alagoas na eleição presidencial, colocando um deputado do Estado como integrante de uma chapa nacional. Para aliados, Alfredo Gaspar ganha visibilidade além das fronteiras alagoanas; para adversários, a escolha transforma o parlamentar em um dos principais alvos dos debates durante a campanha.

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