A candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, apresentou um programa de governo baseado na ampliação do papel do Estado na economia e na gestão dos serviços públicos. Entre as principais propostas da legenda estão a reestatização do saneamento, da energia elétrica e do transporte público, além da criação de mecanismos de participação popular na administração estadual.
Na área de saneamento, a UP propõe anular o contrato de concessão com a BRK Ambiental e reestruturar a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) como uma empresa 100% pública, sob controle de trabalhadores e usuários. O programa também prevê tarifa social e ampliação do acesso à água tratada para comunidades das periferias e do interior.
O plano apresentado por Lenilda Luna também inclui mudanças no setor elétrico. A legenda defende uma auditoria pública sobre os serviços de distribuição operados pela Equatorial Energia e propõe a estatização da área, com realização de concursos públicos e revisão dos cortes de energia em comunidades vulneráveis.
No transporte, a candidata propõe a criação de uma empresa pública estadual de passageiros e a implantação progressiva do passe livre para estudantes, desempregados, idosos e beneficiários de programas sociais. A proposta ainda prevê a participação de usuários e trabalhadores nas decisões sobre linhas e funcionamento do sistema.
O programa da Unidade Popular reúne 80 propostas e segue a linha ideológica nacional da sigla, que defende socialismo, planejamento econômico e controle público de setores considerados estratégicos. Entre outras medidas, o documento prevê a criação de um banco de desenvolvimento popular para financiar cooperativas, agricultura familiar e iniciativas de economia solidária.
A candidatura também apresenta propostas como frentes públicas de emprego, redução da jornada de trabalho e reforma agrária popular, incluindo a destinação de terras de usinas endividadas com o Estado ou envolvidas em denúncias de trabalho análogo à escravidão para assentamentos voltados à produção de alimentos.
Com uma plataforma voltada à reorganização do modelo econômico e à ampliação do controle estatal, Lenilda Luna aposta em uma campanha marcada pela defesa de serviços públicos sob gestão direta do Estado e maior participação popular nas decisões de governo.




