Ricardinho, com veemência, expressou que Alagoas agora abriga um político que, em sua visão, figura entre os que mais tentam silenciar jornalistas no Brasil. A crítica foi endereçada ao cenário de censura que, segundo ele, tem se intensificado na região, em meio a um contexto onde a liberdade de imprensa se vê ameaçada. Ele lembrou um caso específico que envolve uma ação popular movida pelo senador Renan Calheiros em relação a JHC e a utilização de aproximadamente R$ 117 milhões pertencentes ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em títulos emitidos pelo Banco Master.
Ricardinho reafirmou que a existência dessa ação é um fato público, que deveria ser amplamente discutido. Para ele, a decisão judicial que censurou a Folha de Alagoas não apenas silenciou uma voz legítima na imprensa, mas também levantou sérias preocupações sobre a capacidade de os mídias locais relatarem questões de interesse público.
A reivindicação central de Ricardinho é que a imprensa deve ter o direito de informar a sociedade sobre ações judiciais que possuem relevância, incluindo os requisitos exigidos e a permanência do contraditório. O cerceamento dessa informação, segundo ele, pode levar a um clima de autocensura entre jornalistas e à diminuição da transparência necessária em governos.
O radialista ainda traçou um comparativo com outros políticos que cercaram a imprensa com ações judiciais, citando o senador Eduardo Braga, que, em 2022, foi responsável pela maior quantidade de ações de censura durante o período eleitoral. A análise de Ricardinho, no entanto, aponta que JHC superou esse padrão de tentativa de silenciamento, com dezenas de processos levantados contra profissionais de mídia a fim de obstruir a divulgação de notícias relacionadas ao seu nome.
Além de traçar esse perfil de censura, Ricardinho também mencionou as conexões empresariais de JHC com o setor de comunicação, ligando sua atuação política à sua vertente empresarial. Isso, argumentou, reforça a contradição de um político que, enquanto empresário de comunicação, utiliza o Judiciário de forma a intimidar outros veículos de informação.
Por fim, o radialista expressou seu lamento pelo fato de que, com tanta rigidez nas tentativas de censura, o política de Maceió seja um dos principais responsáveis por isso, ressaltando que a questão ultrapassa a simples rivalidade entre JHC e Renan. É, acima de tudo, uma reflexão sobre os limites da liberdade de imprensa e a necessidade de claridade em processos relacionados a recursos públicos. Essa discussão é vital para entender como a administração de recursos pertencentes à população é tratada e deve ser monitorada pela sociedade.
