Professor é acusada de agredir aluna de 8 anos em escola da Ilha do Governador; investigação está em curso e mais denúncias de bullying surgem.

Caso de agressão em escola pública levanta preocupações na Ilha do Governador

Uma grave denúncia de agressão na Escola Municipal Rotary, localizada na Freguesia, Ilha do Governador, resultou na interrupção das aulas de uma aluna de apenas 8 anos. A mãe da criança, Maria Rosa da Conceição, uma auxiliar de cozinha de 39 anos, reportou à polícia que sua filha foi violentamente agredida por uma professora, que teria batido sua cabeça contra a parede. A mãe, ao notar os sinais de machucados na criança, decidiu agir e levou o caso às autoridades no dia 6 de julho.

De acordo com Maria Rosa, a comunicação da direção da escola só foi realizada três dias após a violência, o que deixa a família ainda mais indignada. A situação, que se agrava com outros relatos de bullying, fez com que a criança desenvolvesse medo e um comportamento recluso, refletindo os traumas da agressão. “Ela não quer mais ir à escola e mudou completamente seu comportamento. Estou desesperada, isso é muito difícil”, lamenta a mãe.

A investigação já está em andamento pela Polícia Civil, que recebeu informações de testemunhas que compareceram à 37ª Delegacia de Polícia da Ilha do Governador para prestar depoimentos. Tanto a escola quanto a Secretaria Municipal de Educação afirmaram que a professora foi afastada e que uma sindicância foi instaurada para apurar os fatos. A criança, que já não é mais aluna da unidade, receberá acompanhamento e suporte adequados, conforme informaram as autoridades.

Além do relato de agressão à estudante em questão, outras duas crianças também teriam passado por situações semelhantes, incluindo uma que foi sufocada pela mesma professora. A mãe expressa sua preocupação não apenas pelo bem-estar físico da filha, mas também pelas sequelas psicológicas que já se manifestam. “Ela não fala com ninguém e tem muito medo das pessoas. O impacto disso na vida dela é algo que eu nunca imaginei ver”, desabafa Maria Rosa.

À luz destes acontecimentos, a situação da educação pública no estado volta ao centro das atenções. Os dados revelam que, mesmo com os altos investimentos por aluno, o Rio de Janeiro ocupa a penúltima posição no ranking de educação do Brasil. A falta de uma gestão eficiente dos recursos e a necessidade urgente de um ambiente escolar seguro para as crianças são temas que demandam resposta imediata das autoridades competentes.

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