Psicólogo condenado a 9 anos por tortura e morte de 17 gatos; defesa alega inocência e promete recorrer da decisão na Justiça.

O psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, de 30 anos, foi recentemente condenado a nove anos de prisão por maus-tratos a animais, em um caso que chocou a comunidade e os defensores dos direitos dos animais. O réu foi acusado de torturar e matar pelo menos 17 gatos, supostamente adotados por ele entre setembro de 2024 e março de 2025. Essa condenação surge após uma série de investigações iniciadas em março do ano passado, quando a Polícia Civil recebeu denúncias de protetores de animais alegando que Pablo cometia atos de crueldade contra os felinos.

O julgamento ocorreu na 1ª instância, e embora a gravidade das ações cometidas pelo acusado indicasse uma possível pena de mais de 46 anos de reclusão, o juiz optou por uma sentença menor, considerando que a pena deveria ser “proporcional, adequada e justa”. Em sua defesa, o magistrado ainda destacou a ausência de evidências concretas de que os gatos teriam sido efetivamente mortos ou que teriam perecido no apartamento do condenado. A defesa alega que o réu é inocente e tem a intenção de demonstrar sua inocência ao longo do processo.

Durante o inquérito, foi revelado um padrão alarmante nas adoções realizadas por Pablo. Ele frequentemente buscava adotantes de animais para, após um tempo, reportar o desaparecimento dos mesmos e requisitar novos gatos, o que levantou várias suspeitas entre as cuidadoras. A busca por informações acerca do paradeiro dos gatos resultou em relatos traumáticos por parte de testemunhas que atestaram a crueldade dos atos, que incluíam desde agressões físicas até métodos aberrantes de tortura.

Ainda que a condenação tenha trazido certo alívio para os defensores dos direitos dos animais, como Juliana Campos, do grupo “Justiça pelos Tigrados”, a luta não está encerrada. Ela expressou descontentamento em relação à severidade da pena aplicada e afirmou que o grupo pretende recorrer. Para muitos, a pena mínima estipulada por maus-tratos deveria ser aplicada a cada um dos gatos envolvidos, o que resultaria em uma sentença significativamente mais severa que a obtida.

Adicionalmente, avaliações de saúde mental indicaram que, embora Pablo apresenta perturbações, estas não são suficientes para alegar insanidade, reafirmando a plena capacidade de entendimento de suas ações. O advogado do réu comentou sobre a decisão, ressaltando a confiança de que a verdade prevalecerá ao final do processo, mantendo a esperança de que a inocência de seu cliente seja reconhecida.

A sociedade observa atentamente, à espera de que a Justiça se mantenha firme contra a impunidade e represente de maneira adequada os interesses dos animais, que são frequentemente vítimas de abusos sem consequência.

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