O PSD argumenta que a medida solicitada por Ruas exacerbaria a já instável situação de sucessão no Palácio da Guanabara. Em uma manifestação veemente, o partido sublinhou que a situação atual já é suficientemente crítica e que qualquer alteração, sobretudo por meio da Alerj, poderia desestabilizar ainda mais o ambiente político. O texto enfatiza que a Alerj, mesmo utilizando a via judicial, desconsidera decisões anteriores do STF, o que para o partido é uma afronta à ordem e à estabilidade do governo.
Ricardo Couto foi instalado como governador interino após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que, em um contexto de condenações por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deixou o cargo em circunstâncias controversas. Essa renúncia, juntamente com a saída do vice-governador e a queda do presidente da Alerj, resultou em um cenário de “tripla vacância”, que modificou a linha sucessória, fazendo com que Couto fosse o quarto na sequência a assumir interinamente o governo do estado.
Enquanto isso, o deputado Douglas Ruas apresentou um pedido ao STF para que sua presidência na Alerj o habilite a assumir o governo do estado imediatamente. Sua solicitação foi direcionada ao relator do caso, ministro Luiz Fux, e fundamenta-se na recente eleição que o formalizou como presidente da Alerj.
Essa situação se insere em um contexto de crescente pressão por mudanças nas instituições do estado. O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), um dos pré-candidatos ao governo do estado, defendeu a urgência de eleições diretas, especialmente após a condenação de Cláudio Castro pelo TSE. Paes expressou em suas redes sociais que esta é uma oportunidade única para o povo fluminense e o judiciário transformarem a política no estado de maneira significativa.
O STF, por sua vez, encontra-se diante da tarefa de deliberar sobre o futuro do governo interino do Rio, uma decisão que promete ser crucial não só para a estabilidade do governo atual, mas para a condução da política fluminense nos próximos meses.







