“A possibilidade de nova taxação, especialmente considerando a investigação aberta no ano passado sob a Seção 301, agrega mais um risco palpável aos empregos e empresas que operam em nosso território”, afirmou o governador de São Paulo. Tarcísio enfatizou que a responsabilidade de lidar com essa situação recai sobre a diplomacia brasileira, sob a orientação do governo federal, que deve estar atenta aos interesses e objetivos que fundamentam tais propostas de tarifas. A necessidade de uma abordagem estratégica nas negociações é considerada fundamental para preservar os interesses nacionais em um ambiente econômico global altamente competitivo.
Além disso, o governador apontou que a possível implementação dessas novas tarifas teria repercussões diretas em setores cruciais da economia, como o agronegócio e a indústria brasileira, levando a um aumento de preços e uma redução no volume das exportações. No mesmo dia, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou sua preocupação em relação à proposta. A entidade se comprometeu a colaborar com as autoridades brasileiras e americanas, buscando reverter as medidas ou, ao menos, mitigar suas consequências para a indústria nacional.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, ressaltou a importância de uma intervenção efetiva e ágil do governo brasileiro. Em sua comunicação, ele recordou que a diplomacia empresarial já desempenhou um papel essencial ao negociar isenções em listas de produtos e agora é vital garantir a proteção dos interesses dos exportadores brasileiros antes da decisão final, que deve ser anunciada em julho. A situação continua a ser monitorada de perto, já que um desfecho desfavorável poderá trazer sérias consequências para a economia do país.





