A causa de sua morte não foi esclarecida, mas informações indicam que a parlamentar enfrentava problemas de saúde graves desde o final do ano passado, tendo sido internada em estado crítico. O legado que deixou, no entanto, é inegável. Após o incidente de 2003, Luciana não se deixou abater. Em vez disso, decidiu superar os desafios e retomar seus estudos, culminando na sua formação em serviço social e uma pós-graduação em gestão governamental.
Sua trajetória política começou com sua eleição à Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 2016, onde se destacou como uma das vereadoras com mais leis aprovadas em seu primeiro mandato. Em 2020, em meio à pandemia, sua campanha enfrentou obstáculos, visto que pertencia ao grupo de risco. Mesmo assim, recebeu 16 mil votos, garantindo o status de primeira suplente.
Luciana também se lançou na disputa pelo cargo de deputada federal em 2022, conquistando mais de 31 mil votos e assumindo a segunda suplência pelo PT no Rio de Janeiro. Em 2023, ela fez seu retorno à Câmara Municipal, onde continuou a lutar por causas sociais.
O presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, expressou seu profundo pesar pela sua partida, elogiando Luciana por transformar sua dor em um propósito de vida. Ao longo de seu mandato, a vereadora deixou um legado significativo, com quase 200 leis, sempre voltadas para a inclusão e a proteção de pessoas com deficiência, idosos e comunidades vulneráveis. A trajetória de Luciana Novaes é um poderoso exemplo de resiliência e compromisso com a justiça social, que perdurará nas memórias da cidade e nas vidas que tocou.
