POLÍTICA – Morre aos 92 anos o jornalista e escritor Sebastião Nery, um dos mais influentes políticos durante a ditadura militar.

A notícia da morte do renomado jornalista e escritor Sebastião Nery, aos 92 anos, pegou o Rio de Janeiro de surpresa nesta segunda-feira (23). Nery estava enfrentando problemas de saúde nos últimos quatro meses e veio a falecer de causas naturais na madrugada de hoje. O velório será realizado no Cerimonial do Carmo, no bairro do Caju, zona portuária, das 8h às 10h, seguido pela cremação do corpo.

Nascido na pequena cidade de Jaguaquara, na Bahia, Nery foi um dos nomes mais influentes no jornalismo político durante a ditadura. Sua trajetória começou na década de 1950, em Minas Gerais, onde iniciou sua carreira como jornalista. Em 1963, Nery foi eleito deputado estadual pela Bahia, mas teve seu mandato cassado em 1964 pelo regime militar e chegou a passar um período na prisão.

Com mais de 15 obras publicadas, Nery ficou conhecido por assinar a coluna Contra Ponto no jornal Folha de São Paulo e por seu programa na Rede Bandeirantes de comentários políticos. Participou ativamente da reorganização do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), liderado por Leonel Brizola, e acabou fundando o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Seu envolvimento político também incluiu a defesa das eleições diretas e a investigação do endividamento externo brasileiro. Nery enfrentou dissidências no partido, sendo expulso do PDT em 1985, e continuou atuando no cenário político, chegando a ser candidato a vice-prefeito do Rio pelo Partido Socialista (PS).

Sebastião Nery deixou um legado significativo no jornalismo e na política brasileira, sendo lembrado por sua coragem e determinação em defender suas convicções. Sua morte representa uma perda para o cenário intelectual do país, mas seu compromisso com a verdade e a democracia permanecerá como inspiração para as futuras gerações.

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