“Se eles não querem comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. O Brasil é um país democrático e soberano”, afirmou Lula aos seus ministros. Com essa declaração, ele sinaliza uma postura firme e independente, enfatizando que o Brasil não se submeterá a pressões externas. O presidente também comentou sobre a necessidade de respeito mútuo nas relações comerciais: “Não somos melhores do que ninguém, mas também não somos piores”.
Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) recomendou a implementação de tarifas de 25% em diversas importações do Brasil. Esse movimento, resultado de uma investigação iniciada durante o governo Donald Trump, foi justificado pelas alegações de que práticas comerciais brasileiras estariam prejudicando injustamente empresas americanas, incluindo serviços de pagamento eletrônico como o Pix.
Além de abordar questões comerciais, Lula anunciou que participará da reunião do G7, prevista para junho na França. Embora não estivesse nos seus planos inicialmente, ele destacou a importância de dialogar em um fórum que reúne líderes das principais economias do mundo, enfatizando a necessidade de restaurar a ordem no multilateralismo e fortalecer a relevância das Nações Unidas.
O governo brasileiro, conforme informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), estimou que as novas tarifas dos EUA poderiam afetar diretamente 21% das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano. O Brasil, agora, tem até 15 de julho para se manifestar sobre as implicações do relatório da USTR, momento em que os EUA poderão adotar “medidas corretivas”.
Lula criticou firmemente a decisão dos EUA, considerando-a insensata, especialmente após acordos previamente estabelecidos entre ele e o presidente americano. Em um encontro anterior na Casa Branca, ambos defenderam uma nova lógica no relacionamento bilateral. Lula expressou sua surpresa e descontentamento pela mudança abrupta na postura dos norte-americanos.



