O presidente criticou veementemente a demora na indicação do embaixador e questionou o motivo de a nomeação ter sido feita tão tardiamente, apenas 45 dias antes das eleições. Lula destacou a importância de manter uma relação cordial com os Estados Unidos, mas ressaltou a necessidade de discutir questões de forma séria e transparente, sem ceder a pressões externas.
Em relação às medidas adotadas recentemente contra o Brasil, Lula afirmou que acredita que tais ações não partem diretamente do presidente Donald Trump, mas sim de membros de sua equipe, como o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Lula foi enfático ao afirmar que o Brasil não irá se curvar a falsas narrativas e que está preparado para defender os interesses nacionais em qualquer contexto internacional.
O ex-presidente também mencionou a entrada em vigor da Lei de Reciprocidade, uma medida adotada em resposta às tarifas impostas pelo governo dos EUA, como forma de demonstrar que o Brasil não tolera tratamentos injustos e se posiciona em defesa de seus direitos. Lula finalizou a entrevista reiterando sua disposição para debater e defender os interesses do Brasil em qualquer cenário global.
Diante das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Lula enfatizou a importância de manter um diálogo construtivo visando o fortalecimento das relações bilaterais, mas sem abrir mão dos princípios e interesses nacionais.
