ESPORTE – CBV estabelece critérios de elegibilidade para atletas femininas em competições de vôlei: nova política pretende cumprir regulações internacionais.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou uma nova política de elegibilidade para atletas femininas em competições organizadas pela entidade. De acordo com o comunicado emitido nesta sexta-feira (14), somente atletas do sexo biológico feminino poderão participar, seguindo as regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

A verificação da elegibilidade das atletas será feita por meio de testagem e triagem do gene SRY, geralmente realizado através de exame de sangue ou esfregaço bucal. O presidente da CBV, Radamés Lattari, afirmou que a decisão visa manter a conformidade com as regras internacionais, garantindo que as competições nacionais estejam alinhadas com os padrões internacionais.

A nova política de elegibilidade entrará em vigor nas próximas competições da Superliga A e B, Supercopa, Copa Brasil, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, CBVP Challenger e edições subsequentes durante a vigência da política. Essa mudança impactará diretamente atletas como Tiffany, uma jogadora transgênero que atua no Osasco São Cristóvão Saúde.

Tiffany ganhou destaque em fevereiro, quando a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, autorizou sua participação em uma partida contra o SESC RJ Flamengo, após a CBV recorrer ao STF para suspender uma lei municipal de Osasco que proibia atletas transgêneros de competir na cidade. A ministra considerou que a norma era inconstitucional e representava um retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e dignidade humana.

Diante dessas mudanças, a CBV ajusta suas regras para garantir a igualdade e a ética no esporte, seguindo padrões internacionais e buscando promover o fair play e a inclusão de todos os atletas em suas competições.

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