A verificação da elegibilidade das atletas será feita por meio de testagem e triagem do gene SRY, geralmente realizado através de exame de sangue ou esfregaço bucal. O presidente da CBV, Radamés Lattari, afirmou que a decisão visa manter a conformidade com as regras internacionais, garantindo que as competições nacionais estejam alinhadas com os padrões internacionais.
A nova política de elegibilidade entrará em vigor nas próximas competições da Superliga A e B, Supercopa, Copa Brasil, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, CBVP Challenger e edições subsequentes durante a vigência da política. Essa mudança impactará diretamente atletas como Tiffany, uma jogadora transgênero que atua no Osasco São Cristóvão Saúde.
Tiffany ganhou destaque em fevereiro, quando a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, autorizou sua participação em uma partida contra o SESC RJ Flamengo, após a CBV recorrer ao STF para suspender uma lei municipal de Osasco que proibia atletas transgêneros de competir na cidade. A ministra considerou que a norma era inconstitucional e representava um retrocesso nas políticas de igualdade de gênero e dignidade humana.
Diante dessas mudanças, a CBV ajusta suas regras para garantir a igualdade e a ética no esporte, seguindo padrões internacionais e buscando promover o fair play e a inclusão de todos os atletas em suas competições.
