Segundo a Amcham, a aplicação de contramedidas deve ser evitada devido ao considerável risco de elevar custos para empresas e consumidores, afetar cadeias produtivas e investimentos, e gerar uma escalada comercial e política nas relações com os Estados Unidos. A entidade ressalta a importância do diálogo diplomático e comercial, revelando que 90,5% das empresas defendem essa abordagem, enquanto apenas 3,2% apoiam a adoção de medidas de reciprocidade.
A organização destaca ainda que a estratégia a ser adotada deve ser conduzida com equilíbrio, moderação e avaliação criteriosa dos impactos, com a participação ativa do setor empresarial. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que ouvirá os empresários brasileiros e estrangeiros sobre os possíveis impactos da aplicação da Lei da Reciprocidade do Brasil em resposta ao “tarifaço”.
A Amcham é composta por empresas dos dois países interessadas em promover relações comerciais conjuntas. A entidade enfatiza a importância do diálogo e da busca por soluções negociadas para evitar conflitos e prejuízos econômicos. A posição da Amcham reflete a preocupação com os potenciais impactos negativos que as medidas de retaliação poderiam gerar e reforça a necessidade de buscar alternativas para resolver as divergências comerciais de forma pacífica e colaborativa.
