Mesmo representando menos de 1% do total de 20.506 pedidos de registro de candidaturas contabilizados até o momento, este número é um recorde em comparação com anos anteriores. Desde que o tribunal eleitoral passou a exigir dados de cor e raça dos candidatos em 2014, a participação indígena nas eleições tem aumentado de forma contínua.
O destaque deste ano vai para o aumento significativo de candidaturas a deputado federal, que passou de 59 em 2022 para 75 em 2026. Os candidatos indígenas vêm de diferentes regiões do país, representando os seis biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. A Amazônia Legal concentra a maior parte das candidaturas registradas, com 42% do total.
Além disso, os dados disponibilizados pelo TSE revelam que os candidatos indígenas pertencem a 64 diferentes etnias, sendo os Macuxi, de Roraima, e os Guarani Kaiowá, de Mato Grosso do Sul, os que mais se destacam em número de candidaturas. A presença feminina nas candidaturas também chama atenção, representando 44% do total de candidatos indígenas, uma proporção superior à média geral de mulheres entre todos os postulantes.
A Apib e organizações indígenas regionais apoiam 54 candidaturas, que foram construídas a partir de um projeto político coletivo intitulado “Nosso Território, Nossa Vida”. Essa mobilização fortalece uma bancada indígena que coloca os territórios no centro das decisões sobre o futuro do Brasil, incentivando os candidatos a incorporarem as propostas do movimento em suas campanhas.
Em resumo, a presença indígena nas Eleições de 2026 representa não apenas um recorde em termos de candidaturas, mas também um avanço na luta por representatividade e participação efetiva dos povos originários na política brasileira. A diversidade é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
