O Ofício nº 212/2026, assinado pelo presidente do Iprev, Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga, declara que, na época dos investimentos, o Banco Master estaria devidamente habilitado. Contudo, a linha de apuração da PF destaca que o primeiro investimento ocorreu no dia 6 de dezembro de 2023, e apenas em 2024 o banco foi incluído na lista oficial. Assim, a discordância sobre a habilitação do banco se torna um dos eixos centrais da investigação.
A PF quer confirmar se houve a intenção de regularizar as operações já realizadas. A determinação do ministro André Mendonça, que autorizou a operação, revela que a investigação não se concentra somente no conteúdo do ofício, mas também em quem participou de sua elaboração, revisão e se houve orientação externa envolvida.
Apesar de o ofício ter sido assinado pelo atual dirigente, não houve autorização para busca pessoal contra ele, o que indica que ainda é cedo para afirmar a sua responsabilidade em relação às supostas irregularidades. A equipe policial está coletando uma vasta gama de documentos administrativos e versões preliminares para compreender o contexto e a produção do ofício.
Além das operações de R$ 80 milhões e R$ 17 milhões, totalizando R$ 97 milhões, a investigação inclui buscas em uma consultoria que teria supostamente influenciado a liberação dos recursos ao Banco Master. A consultoria Crédito & Mercado nega qualquer envolvimento e afirma que não orientou o Iprev em suas decisões.
A apuração ainda busca responder a questões cruciais sobre a habilitação do Banco Master e a legitimidade dos investimentos realizados, trazendo um clima de incertezas sobre a correta aplicação dos recursos públicos no município. A transparência e a elucidação dos fatos se fazem necessárias para garantir a confiança da população nas instituições responsáveis pela gestão previdenciária.




