Polícia Federal Investiga Irregularidades nos Investimentos do Iprev de Maceió no Banco Master e Possíveis Pressões Externas

Na última terça-feira, a investigação da Polícia Federal sobre os investimentos do Instituto de Previdência do Município de Maceió (Iprev) no Banco Master ganhou novos desdobramentos documentais, levantando questões cruciais sobre a legalidade das operações realizadas pelo instituto. A PF está analisando um ofício, datado de 2026, que pretende validar retrospectivamente um aporte de R$ 80 milhões realizado em dezembro de 2023. Segundo os investigadores, nesse período, o Banco Master ainda não integrava a lista de instituições autorizadas pelo Ministério da Previdência para receber tais verbas.

O Ofício nº 212/2026, assinado pelo presidente do Iprev, Guilherme Emmanuel Lanzillotti Alvarenga, declara que, na época dos investimentos, o Banco Master estaria devidamente habilitado. Contudo, a linha de apuração da PF destaca que o primeiro investimento ocorreu no dia 6 de dezembro de 2023, e apenas em 2024 o banco foi incluído na lista oficial. Assim, a discordância sobre a habilitação do banco se torna um dos eixos centrais da investigação.

A PF quer confirmar se houve a intenção de regularizar as operações já realizadas. A determinação do ministro André Mendonça, que autorizou a operação, revela que a investigação não se concentra somente no conteúdo do ofício, mas também em quem participou de sua elaboração, revisão e se houve orientação externa envolvida.

Apesar de o ofício ter sido assinado pelo atual dirigente, não houve autorização para busca pessoal contra ele, o que indica que ainda é cedo para afirmar a sua responsabilidade em relação às supostas irregularidades. A equipe policial está coletando uma vasta gama de documentos administrativos e versões preliminares para compreender o contexto e a produção do ofício.

Além das operações de R$ 80 milhões e R$ 17 milhões, totalizando R$ 97 milhões, a investigação inclui buscas em uma consultoria que teria supostamente influenciado a liberação dos recursos ao Banco Master. A consultoria Crédito & Mercado nega qualquer envolvimento e afirma que não orientou o Iprev em suas decisões.

A apuração ainda busca responder a questões cruciais sobre a habilitação do Banco Master e a legitimidade dos investimentos realizados, trazendo um clima de incertezas sobre a correta aplicação dos recursos públicos no município. A transparência e a elucidação dos fatos se fazem necessárias para garantir a confiança da população nas instituições responsáveis pela gestão previdenciária.

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