A dúvida manifestada pela PF reflete a complexidade do caso. As apreensões dos armamentos não estão vinculadas a investigações criminais tradicionais, mas sim a uma determinação judicial relacionada à execução penal do ex-chefe do Executivo. Especificamente, a investigação acerca de uma pistola que Bolsonaro possuía, apreendida durante uma abordagem de bafômetro no Distrito Federal, foi conduzida pela Polícia Civil. Isso adiciona uma camada de confusão quanto à responsabilidade pela destinação das armas.
A Polícia Federal, em seu comunicado, esclarece que a gerência sobre as armas não é parte de suas competências. A decisão se cabe a Moraes, que poderá optar por enviar os armamentos ao Comando do Exército, conforme uma normativa vigente do Conselho Nacional de Justiça, ou se serão adotadas “outras providências”, cuja natureza ainda é indefinida. Até que essa decisão seja tomada, a PF informou que manterá as armas armazenadas na Superintendência da corporação em Brasília.
No total, a PF está analisando dois procedimentos relacionados às armas de Bolsonaro. Um deles envolve 21 itens que incluem armas diversas, munições e acessórios bélicos que foram entregues pelo ex-presidente e pelo Exército. O segundo procedimento refere-se a uma espingarda que teria sido um presente ao ex-presidente e foi apreendida em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.
Na lista dos armamentos estão sete pistolas, duas espingardas e duas carabinas ou fuzis, de calibres tanto permitidos quanto restritos. Entre eles, destaca-se uma pistola Glock de calibre 9 milímetros, que foi apreendida durante uma abordagem realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal. A situação evidencia os desafios legais e logísticos em torno da regulamentação da posse de armas por figuras públicas no Brasil.




