A obtenção do selo de alto renome não é uma tarefa simples. A Lei de Propriedade Industrial exige que o produto ou serviço atinja um reconhecimento significativo entre o público, com uma reputação estabelecida e uma forte associação com seu segmento original. O reconhecimento do Pix não é apenas uma formalidade; trata-se de uma validação da sua ampliação como referência no mercado brasileiro.
Este reconhecimento ocorre em um contexto delicado. Recentemente, um relatório do governo dos Estados Unidos levantou preocupações sobre o impacto do Pix nas operações de instituições como Visa e Mastercard, culminando na sugestão de taxar produtos brasileiros. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a agilidade e gratuidade do sistema são razões para a preocupação das bandeiras de cartão.
Com a proteção concedida pelo INPI, o Brasil ganha um instrumento legal vital para evitar o uso indevido do nome Pix. Isso não apenas resguarda consumidores de possíveis fraudes, mas também reforça a integridade do sistema.
Uma pesquisa recente realizada para validar o pedido de marca revelou que cerca de 88,5% da população brasileira, com 16 anos ou mais, reconhece o símbolo do Pix, o que equivale a 141,7 milhões de pessoas. Dentre essas, 91,8% identificam corretamente o sistema como uma plataforma de pagamentos. Além disso, mais de 80% dos entrevistados concordam que o Pix é inovador e de boa reputação, com uma satisfação geral de 88,3% e um Net Promoter Score (NPS) de 68,2, que indica uma avaliação muito boa do serviço.
Entretanto, o reconhecimento da marca varia segundo o perfil dos entrevistados. Aqueles com 60 anos ou mais e das classes D e E apresentam níveis mais baixos de familiaridade com o Pix. Apesar disso, a marca demonstra uma penetração significativa em todo o país, com a aceitação do sistema crescendo continuamente. Assim, a proteção da marca não apenas representa segurança jurídica, mas também uma confirmação do sucesso e da popularidade do Pix entre os brasileiros.
