A perfuração do Sandia-1 ocorreu em uma lâmina d’água de 1.251 metros e foi realizada em parceria com a Ecopetrol, a estatal de petróleo da Colômbia. Além de atender à crescente demanda do mercado local, as estimativas indicam que parte da produção pode ser direcionada para exportação ao Brasil, o que pode fortalecer ainda mais os laços econômicos entre os dois países.
As outras descobertas da Petrobras na região incluem os poços Sirius-1, explorado em 2022, Sirius-2, que teve seu resultado anunciado em 2024, e o Copoazu-1, revelado em março deste ano. Juntas, essas operações acumulam um volume significativo de cerca de 6 trilhões de pés cúbicos de gás “in place”, equivalente a aproximadamente 1 bilhão de barris de óleo. Essa quantidade substancial posiciona a empresa de maneira competitiva no mercado energético, não só na Colômbia, mas também em relação aos mercados globais.
A expansão internacional da Petrobras vem acompanhada de uma estratégia que inclui parcerias e a aquisição de novos ativos. Um exemplo recente é o memorando de entendimento assinado com a mexicana Pemex, visando desenvolver projetos em conjunto nas áreas de exploração e produção. Essa colaboração abrange campos maduros, bem como petróleo e gás em águas profundas.
A Petrobras também tem avançado na África, onde, recentemente, assumiu a operação de um bloco em São Tomé e Príncipe, consolidando uma participação significativa no projeto. Aquisições na Namíbia e parcerias em outras regiões, como a África do Sul, demonstram uma diversificação notável na presença da estatal no mercado internacional.
Com um plano de negócios que planeja investir cerca de US$ 7,1 bilhões em exploração até 2030, a Petrobras mira expandir suas reservas e diversificar a produção. Este enfoque em projetos internacionais não apenas promete um retorno financeiro relevante, mas também solidifica a posição da empresa como uma potência no setor energético global.





