Pesquisa Revela que 47% dos Brasileiros Nunca Usaram IA para Gerir Finanças, Mas Mostram Interesse em Experiências Futuras

A crescente adoção da Inteligência Artificial (IA) para a gestão financeira no Brasil revela um cenário em transformação, apesar de ainda haver uma significativa parcela da população que não a utiliza. Uma pesquisa recente indica que 47% dos brasileiros nunca experimentaram ferramentas de IA para organizar suas finanças, ainda que manifestem interesse em fazê-lo. Contrapõem-se a estes 17% que já utilizam a tecnologia para controlar seus orçamentos, enquanto 20% afirmam não perceber utilidade nesse tipo de ferramenta e 16% demonstram desconfiança.

O estudo, que ouviu 2.300 pessoas em todo o país, classificado como “Inteligência Artificial e Finanças: o que pensam os brasileiros”, indica que os assistentes de IA já são parte do cotidiano de muitos. Quase 39% dos entrevistados relataram ter usado plataformas como ChatGPT, Gemini, Copilot ou Claude em alguma ocasião, enquanto 27% se utilizam delas com frequência. Contudo, 16% nunca as usaram, mas têm curiosidade, e 18% não se interessam.

Entre os usos mais comuns da IA, 23% dos respondentes a empregam para trabalho ou estudo, 21% para esclarecer dúvidas cotidianas e curiosidades, e 13% para pesquisar produtos e compras. A tecnologia também é utilizada para organizar tarefas pessoais, entretenimento, cuidados com a saúde e bem-estar, além de finanças pessoais, embora esta última categoria represente apenas 9% das menções.

Quando o assunto é planejamento financeiro, muitos brasileiros veem potencial na IA. As funções mais citadas para inovações nesse setor incluem o controle de gastos mensais (16%), sugestões de economia (14%) e recomendações de investimentos (12%). Entre outras funcionalidades apontadas, destacam-se o planejamento de compras mais significativas e a comparação de produtos financeiros.

A confiança na IA, no entanto, é um ponto crucial. A segurança e a privacidade dos dados foram as maiores preocupações, com 34% dos entrevistados expressando receios sobre a proteção de suas informações. Além disso, 16% temem orientações incorretas, 12% se preocupam com a dependência excessiva dessa tecnologia e 10% questionam a transparência dos processos que levam a determinadas recomendações.

Quando questionados sobre como aumentar a confiança, a maioria dos entrevistados (33%) afirmou que a garantia de que seus dados estariam protegidos e não seriam compartilhados seria essencial. Outros 26% destacaram a importância de suporte humano, e 17% valorizam a capacidade de decidir quando seguir ou ignorar as sugestões da IA.

A questão do uso de dados financeiros pessoais também levantou debates. Cerca de 40% dos participantes se sentiriam mais confortáveis com recomendações personalizadas baseadas em seu histórico de gastos. Por outro lado, 33% aceitariam esse modelo, desde que pudessem controlar quais informações seriam compartilhadas, enquanto 27% prefeririam recomendações mais genéricas.

Em relação à interação com assistentes de IA, o chat é a forma preferida por 51% dos entrevistados, superando o uso de imagens e documentos, que atrai 25%, e a comunicação por voz, com 24%. Apesar das preocupações sobre confiança, a perspectiva sobre o futuro da IA nas finanças é otimista. Aproximadamente 39% acreditam que a tecnologia transformará completamente a maneira como lidam com o dinheiro, enquanto 34% preveem uma transição mais gradual e 27% consideram que essa transformação terá impacto limitado.

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