Em meio à controvérsia, Meloni destacou que sua imagem foi utilizada sem autorização e enfatizou que o conteúdo do vídeo não reflete suas convicções pessoais ou a forma como acredita que o debate político deve ser conduzido. “Li que algumas figuras da oposição estão me pedindo para me distanciar desse vídeo. Faço isso sem hesitar”, afirmou a premiê. Embora Meloni apareça ao lado de Vannacci na gravação, ela se afastou publicamente da ideologia apresentada, ressaltando sua crença de que a política deve ser uma arena de troca de ideias, reivindicações públicas e votos, e não um espaço para intimidação ou discursos de ódio.
Além de repudiar o vídeo, Meloni fez um apelo à oposição, sugerindo que atitudes similares devem ser tomadas quando houver inversão de papéis. A referência parece direta ao prefeito de centro-esquerda de Bolonha, Matteo Lepore, e aos distúrbios que cercaram a cidade após a morte de um cidadão marroquino durante uma abordagem policial. A primeira-ministra sublinhou a importância da condenação a discursos de ódio e à incitação à violência, argumentando que essa postura deve ser aplicada de maneira consistente, sem exceções ou hipocrisias.
O vídeo, que chocou a população, retrata Vannacci como um imperador, recebendo a figura de Meloni, caracterizada como uma romana, em um momento que simboliza o poder. Os líderes da oposição, Elly Schlein, do Partido Democrático, e Giuseppe Conte, do Movimento 5 Estrelas, são mostrados amarrados a um poste, enquanto Vannacci pronuncia sentenças de morte, culminando em uma execução simbólica com uma foice e um martelo. A situação ressalta as tensões políticas que permeiam o cenário italiano contemporâneo, evidenciando os riscos associados ao uso de tecnologias de manipulação de imagem em um clima político polarizado.





