Atualmente, a tecnologia de pagamentos por aproximação corresponde a 76,2% das transações presenciais com cartões no Brasil. Giancarlo Greco, presidente da associação, destaca a rápida evolução do mercado e menciona que quase todas as máquinas de pagamento vêm equipadas com a funcionalidade de aproximação, contribuindo para o aumento desse tipo de transação. Os dados também indicam que 65% dos usuários de pagamentos por aproximação preferem cartões físicos, seguidos por 41% que utilizam celulares e apenas 2% que optam por relógios inteligentes.
No total, o volume transacionado na indústria de cartões no primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 2,3 trilhões, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. O número de transações subiu 3%, alcançando 23,9 bilhões, o que configura uma média impressionante de R$ 33 bilhões de transações por dia. O incremento no valor total movimentado foi de R$ 1,2 trilhão, correspondente a um aumento de 7,7%.
Entre as novidades do setor, a modalidade “Tap on Phone”, que permite a conversão de smartphones em maquininhas de cartão, teve um crescimento acumulado de 471,3% nos últimos dois anos e movimentou R$ 53,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, com destaque para o cartão de crédito, que representou R$ 50 bilhões desse total.
Enquanto isso, os pagamentos não presenciais também mostraram um aumento significativo, registrando um volume superior a R$ 633 bilhões no primeiro semestre, com cartões de crédito representando a maior parte das transações. As operações transfronteiriças também tiveram seu espaço, contando com um crescimento de 37,1% no uso de cartões pelos brasileiros no exterior, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.
Diante de todos esses números, é evidente que os pagamentos por aproximação e outras inovações no setor de cartões estão moldando o futuro das transações financeiras no Brasil, refletindo um cenário de modernização e adaptação às novas demandas do consumidor.
