Ortega, que tem sido uma figura central na política nicaraguense, caracteriza a crise de 2018 como uma tentativa de golpe de Estado, onde ele afirma que jovens e adultos foram treinados e armados para desestabilizar sua administração. Em seu discurso, ele enfatizou a necessidade de criar um “muro” legal para proteger o processo eleitoral nicaraguense, alegando que a segurança e a paz no país são fundamentais para a continuidade das políticas sociais implementadas por seu governo, incluindo a educação pública gratuita e a construção de serviços essenciais como hospitais e escolas.
O mandatário também fez um apelo à população para que não cedas a provocações e para que denunciem qualquer tentativa de incitar a violência. Ele advertiu que ações de tumulto devem ser punidas na forma da lei, reiterando a importância da ordem pública em meio a um cenário político já tenso.
Além de suas mensagens internas, Ortega expressou apoio a países da América Latina que enfrentam pressão externa, como Venezuela e Cuba, criticando o bloqueio econômico imposto a esta última por mais de seis décadas. Ele enviou saudações a líderes cubanos e venezuelanos, reafirmando a solidariedade da Nicarágua com essas nações e enfatizando a resistência de seus povos às pressões internacionais.
Por fim, Ortega mencionou a Igreja Católica e agradeceu ao Papa pela defesa dos direitos dos povos, destacando a importância da “presidência popular” em sua visão de democracia, apontando que as experiências históricas de luta devem ser lembradas pelas novas gerações para proteger a soberania nacional.





