Entre os alvos dessa nova etapa estão o advogado Willer Tomaz e membros da família do senador Weverton Rocha, do partido PDT. De acordo com informações oficiais, a PF teria encontrado indícios de movimentações financeiras e patrimoniais suspeitas, realizadas através de uma miríade de contas e estruturas empresariais que visariam esconder a origem e o destino dos recursos envolvidos.
O foco da investigação é reunir provas adicionais que possam esclarecer os motivos por trás das transferências financeiras e individualizar as responsabilidades de cada um dos investigados. A ideia é traçar a rota do dinheiro suspeito e compreender melhor como os recursos estariam sendo ocultados de maneira sistemática.
Fontes próximas à investigação mencionam que essa fase foi impulsionada por descobertas de novas evidências que sugerem uma tentativa de disfarçar a movimentação de fundos. A defesa de Willer Tomaz, por sua vez, declarou que ele não é o alvo das investigações e que a busca foi motivada pelo fato de ele ser o proprietário da aeronave que foi utilizada pelo senador Weverton Rocha em uma viagem previamente noticiada. Segundo a defesa, a disponibilização do avião foi um ato de natureza pessoal, desassociado de qualquer atividade ilícita.
A operação está sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as operações e continua a acompanhar o desenrolar das investigações. Esse desdobramento deixa em evidência a necessidade de um maior rigor no combate a práticas corruptas envolvendo recursos públicos, principalmente em um momento onde a confiança nas instituições é constantemente debatida pela sociedade. À medida que as investigações avançam, a expectativa é de que mais esclarecimentos sejam fornecidos sobre o fluxo financeiro que está sob suspeita.
