O contrato firmado com a Força Aérea Colombiana (FAC) não contempla apenas a venda das aeronaves, mas também inclui importantes componentes de suporte, como equipamentos de missão, apoio logístico e um programa de cooperação industrial adaptado às exigências regulatórias colombianas. Essa colaboração se alinha aos esforços da Colômbia para modernizar e ampliar suas capacidades de transporte militar e reabastecimento em voo. As aeronaves KC-390 também estão previstas para operar em sinergia com os caças Gripen, cuja aquisição pelo país foi recentemente materializada.
O KC-390 é uma aeronave versátil, projetada para realizar uma série de missões, incluindo transporte de tropas e cargas, evacuação médica, lançamento de paraquedistas, busca e salvamento, combate a incêndios, ajuda humanitária e operações de reabastecimento em voo. Um dos diferenciais do modelo é sua capacidade de operar em pistas não pavimentadas ou de infraestrutura limitada, ampliando o leque de operações possíveis.
A entrada da Colômbia como operadora do KC-390 amplia a lista de 13 países que já utilizam a aeronave, que inclui nações como Portugal, Hungria e Coreia do Sul. Para a Embraer, este contrato sela uma parceria de mais de três décadas com a aviação militar colombiana, que já abrangeu a venda de aeronaves como o EMB-312 Tucano e o A-29 Super Tucano.
Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, ressaltou que essa escolha representa um marco na relação entre as empresas, afirmando que “o KC-390 ampliará e fortalecerá significativamente as capacidades de transporte aéreo e reabastecimento em voo da Colômbia”. Assim, o país avança em suas metas de modernização militar e cooperação internacional, destacando-se como um ator importante na área de defesa da América Latina.
