De acordo com informações compartilhadas pela equipe de Ariana, essas invasões cibernéticas comprometem não apenas as contas de colaboradores próximos, mas também resultam no roubo de materiais valiosos, incluindo músicas inéditas, fotos pessoais e vídeos de bastidores. Os relatos indicam que esses ataques se estenderam por vários anos, levando ao vazamento de conteúdos exclusivos na internet e prejudicando a imagem e os lançamentos da artista.
A ação judicial, protocolada no dia 27 de julho, não aponta diretamente os suspeitos, mas busca uma autorização do tribunal para que sejam emitidas intimações a provedores de internet e plataformas digitais. O objetivo é rastrear os responsáveis pelos ataques através de registros e pegadas digitais deixadas durante as invasões. O documento destaca que as contas de fotógrafos e produtores, que trabalham em estreita colaboração com Ariana, foram alvos preferenciais.
O processo revela uma sequência de incidentes ao longo dos anos. Em 2019, as credenciais de um photographer associado à artista foram comprometidas. No ano seguinte, o celular de um produtor foi também invadido, resultando no vazamento de gravações master e materiais de produção que estavam em fase de finalização. Somente em 2023, aproximadamente 45 músicas ainda não lançadas de Ariana foram divulgadas ilegalmente, incluindo faixas como “Fantasize”, “That Bitch is Mine” e “White Tee”.
O caso mais recente mencionado na ação ocorreu em 2024, quando hackers tentaram realizar um ataque de phishing contra um técnico associado a um fotógrafo que colabora com Ariana. Eles tentaram enganar o profissional para que ele enviasse arquivos de forma inadvertida. Esse cenário complexo ilustra os desafios que artistas enfrentam em um mundo cada vez mais digital, onde a proteção da propriedade intelectual se torna uma questão de grande relevância.
