Na tarde de terça-feira, a agremiação definiu seus candidatos: Douglas Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), será o candidato a governador, acompanhado pela vereadora de Niterói, Fernanda Louback, ambos do PL. Para a vaga no Senado, o deputado federal Carlos Jordy foi escolhido. O que se esperava anteriormente, diante do cenário político em fevereiro, era a formação de uma aliança robusta para manter a hegemonia do partido no Palácio Guanabara.
A saída do ex-governador Cláudio Castro, que decidiu concorrer ao Senado, não trouxe os resultados desejados para o PL. Após a eleição de Ruas na ALERJ, a expectativa era que ele assumisse o governo do estado, porém a situação se complicou. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o desembargador Ricardo Couto no cargo, deixando a possibilidade de uma eleição direta ou indireta em aberto. Vale lembrar que o Rio de Janeiro se encontra sem um vice-governador desde o ano passado, e Castro, por sua vez, enfrenta investigações por fraudes fiscais e decidiu se dedicar à sua defesa jurídica.
Outros nomes, como o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, optaram por não concorrer ao Senado e buscarão uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu e possível vice de Ruas, também desistiu. Essa série de desistências culminou na neutralidade da federação União Progressista (União Brasil-PP) em relação à disputa.
Diante do cenário atual, a chapa do PL no Rio de Janeiro se vê em desvantagem, especialmente no que diz respeito à visibilidade e tempo de propaganda no rádio e na TV, fundamentais em campanhas eleitorais. Como contraponto, o Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou o apoio à candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que figura em primeiro lugar nas pesquisas. Essa mudança de estratégias e o enfraquecimento da aliança do PL podem ter consequências significativas para o desempenho de Flávio Bolsonaro nas eleições do próximo ano.
