Surto de ciclosporíase em Michigan já causa 11.234 casos e duas mortes, com alface iceberg como principal suspeita na contaminação, informam autoridades.

Um alerta sobre a ciclosporíase: surto provoca mortes e hospitalizações em Michigan

Nos últimos dias, um alerta de saúde pública surgiu em Michigan, onde duas pessoas faleceram após serem diagnosticadas com ciclosporíase. Os pacientes apresentavam condições de saúde preexistentes, o que agravou a desidratação provocada pela diarreia intensamente debilitante associada à infecção. Este quadro preocupante vem à tona em meio a um surto que já contabiliza mais de 11 mil casos confirmados no estado.

Além das duas mortes, as autoridades de saúde relataram 193 internações, e apenas entre sexta-feira e segunda-feira, 461 novos diagnósticos foram registrados. O surto se espalhou para nove estados americanos, incluindo Virgínia Ocidental, Oklahoma, Pensilvânia, Ohio, Kentucky, Kansas, Indiana e Illinois. O condado de Wayne, em Michigan, é o mais afetado, com 1.379 registros de infecção. A faixa etária mais acometida está entre adultos de 30 a 39 anos.

A ciclosporíase é causada pelo parasita Cyclospora, que provoca uma série de sintomas gastrointestinais, como diarreia intensa, cólicas abdominais e perda de apetite. Embora a doença geralmente não seja fatal, ela pode se tornar uma ameaça séria para pessoas com doenças crônicas, principalmente em casos de desidratação severa. O tempo de incubação do parasita é em média de uma semana, mas pode variar, e a infecção pode se estender por períodos prolongados sem o tratamento adequado.

As autoridades estão investigando a origem do surto e direcionam suas suspeitas para a alface iceberg fornecida pela empresa Taylor Farms, que opera no México. Este produto foi amplamente distribuído a redes de restaurantes e supermercados, mas os investigadores também estão avaliando outras potenciais fontes de contaminação.

Embora a ciclosporíase seja menos comum em comparação com outras doenças transmitidas por alimentos, surtos já foram registrados no Brasil, incluindo casos em São Paulo e Goiás. Para a prevenção, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendam cuidados como lavar as mãos antes e depois do manuseio de alimentos, higienizar bem frutas e vegetais e evitar o consumo de itens que possam estar contaminados.

Perante essa situação, a importância da higiene na manipulação e preparo de alimentos se torna crucial para evitar a propagação do parasita e proteger a saúde pública.

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