Danilo Dias, diretor de cartões de uma fintech especializada em serviços financeiros, aponta que essa evolução exigirá uma nova abordagem por parte de Recursos Humanos (RH) nas empresas. O foco, segundo ele, deverá deixar de lado a análise da rede credenciada do fornecedor e mudar para a verificação da infraestrutura que possibilita a adesão às novas regras do PAT. Com essa mudança, o controle passará a ser mais eficiente, na medida em que deixará de depender de redes fechadas e contará com uma tecnologia mais robusta.
No novo cenário, o controle será realizado por meio do Merchant Category Code (MCC), um código que classifica as transações conforme o tipo de estabelecimento. Anteriormente, as operadoras limitavam as compras a uma rede específica, agora esse modelo concentrado será quebrado, permitindo que novos players entrem no mercado. Essa competição é promissora, especialmente considerando que o setor de benefícios movimenta cerca de R$ 150 bilhões e o governo busca atender até 50 milhões de trabalhadores.
A interoperabilidade também exige que os profissionais de RH estejam atentos a outros pontos cruciais. É imperativo confirmar se o parceiro comercial opera sob as regras do “trilho voucher”, que separam as transações dos benefícios das operações de crédito e débito. Essa adequação é essencial para que os benefícios oferecidos cumpram as exigências legais, evitando que os estabelecimentos sejam sobrecarregados com taxas e prazos excessivos. Além disso, a troca dos cartões em relação a práticas anteriormente comuns, que encareciam a aceitação, precisa ser observada.
A tecnologia por trás dessa transformação é capaz de tornar a experiência do usuário mais fluida e eficiente. Dias destaca a importância de inovações como os cartões híbridos, que combinam a aceitação de várias bandeiras e a rede de aceitação restrita da empresa. Dessa forma, o trabalhador não deverá se preocupar em saber se seu cartão será aceito. Outro avanço é o “combo voucher”, que permite a utilização de diversos benefícios em um único cartão, aplicando automaticamente as regras do PAT em cada transação.
Com essas inovações, o papel do RH torna-se ainda mais fundamental, pois a segurança do controle dos gastos alimentares passa a depender da infraestrutura tecnológica dos fornecedores, garantindo uma experiência simplificada e regulamentada para os colaboradores.




