JUSTIÇA – TSE firma acordo com big techs para combater desinformação nas eleições de 2026 e intensificar medidas contra uso abusivo de inteligência artificial.

Na última quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou um acordo com grandes plataformas tecnológicas, um passo estratégico na luta contra a desinformação durante as eleições de 2026. A assinatura do memorando de intenções aconteceu após reuniões entre o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e representantes de empresas como Google, Meta, TikTok, entre outras.

Este compromisso vem na esteira de um programa já existente, que foi implementado nas eleições presidenciais de 2022, voltado a prevenir a disseminação de informações falsas que possam deslegitimar o processo eleitoral e atacar a integridade das urnas eletrônicas. No contexto atual, o novo acordo ampliará as medidas para combater a utilização ilícita de inteligência artificial na manipulação de conteúdos relacionados a candidatos, incluindo vídeos e áudios.

As plataformas se comprometem a intensificar o monitoramento de suas redes, colocando em prática um sistema robusto de verificação de informações. Além disso, em março deste ano, o TSE já havia instituído regras que restringem o uso de IA durante as eleições, focando em proteger a autonomia do eleitor. Essas regras proíbem provedores de inteligência artificial de sugerir candidatos aos usuários, evitando a influenciação indevida nas escolhas eleitorais.

Outra preocupação abordada pelo TSE diz respeito à misoginia digital. A Corte eleitoral estabeleceu que é terminantemente proibido o uso de montagens impróprias nas redes sociais, especialmente aquelas que envolvem candidatas. A presença de conteúdos de nudez e pornografia, associados a figuras políticas femininas, será monitorada rigorosamente e removida das plataformas.

O tribunal também reafirmou a responsabilidade das empresas de internet em garantir um ambiente livre de perfis falsos e postagens ilegais, colocando em risco a integridade do debate político. Caso essas diretrizes não sejam atendidas, as plataformas poderão ser responsabilizadas judicialmente.

As próximas eleições gerais estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando eleitores votarão para eleger deputados, senadores e governadores, além do presidente da República. Se necessário, um segundo turno poderá ocorrer em 25 de outubro, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. Com essas medidas, o TSE pretende garantir que o processo eleitoral transcorra de maneira justa e transparente, reforçando a confiança no sistema democrático.

Sair da versão mobile