JUSTIÇA – STF determina inclusão do termo parturiente na Declaração de Nascido Vivo do SUS para atender população transexual. Medida garante acesso à saúde.

O Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu uma decisão histórica nesta quinta-feira (17) que impactará diretamente a comunidade transexual no Brasil. A partir de agora, a Declaração de Nascido Vivo (DNV) do Sistema Único de Saúde (SUS) deverá incluir o termo “parturiente” para identificar o responsável legal pelo recém-nascido, permitindo a inclusão e o reconhecimento da população transexual.

A DNV é um documento fundamental emitido por hospitais e maternidades que é entregue aos pais ou responsáveis pelo bebê após o nascimento, antecipando o registro civil em cartório. Com a decisão do STF, o Ministério da Saúde terá que revisar o layout do formulário da DNV para incluir o campo parturiente/mãe como de preenchimento obrigatório, anteriormente, somente o termo mãe era utilizado na declaração.

Além disso, a identificação do pai continuará sendo opcional, respeitando a diversidade das famílias contemporâneas. O Ministério da Saúde deverá comunicar as secretarias estaduais e municipais de Saúde sobre as alterações, garantindo a efetiva implementação da decisão.

A decisão do STF também assegura o atendimento de pessoas transexuais no SUS, determinando que consultas e exames de todas as especialidades nos hospitais públicos devem ser realizados de forma independente do registro oficial do sexo biológico. Essa medida visa garantir o acesso igualitário e digno à saúde para toda a população, independentemente de sua identidade de gênero.

A ação que originou essa importante decisão foi protocolada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O partido destacou que pessoas trans têm enfrentado dificuldades para acessar serviços de saúde pública devido à falta de adequação dos sistemas de registro e atendimento.

Com essa determinação, o STF reafirma seu compromisso com os direitos humanos, a igualdade e o respeito à diversidade, garantindo que todas as pessoas tenham acesso à saúde de forma digna e livre de discriminação.

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