JUSTIÇA – Operação Sem Desconto: Polícia Federal investiga senador Weverton Rocha por fraudes no INSS e lavagem de dinheiro com 18 mandados cumpridos

Na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, a Polícia Federal (PF) deu início a uma nova fase da Operação Sem Desconto, uma investigação que se concentra na lavagem de dinheiro e em fraudes associadas ao desconto indevido de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação se desenrolou com a execução de 18 mandados de busca e apreensão em locais no Distrito Federal e no estado do Maranhão, sob a supervisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

Dentre os nomes citados na investigação, destaca-se o senador Weverton Rocha, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Maranhão. Segundo a PF, as investigações revelaram indícios de movimentações financeiras irregulares, que incluem a utilização de contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais complexas e transações realizadas em dinheiro vivo.

De acordo com os documentos enviados ao STF, Weverton Rocha teria um papel ativo nas operações fraudulentas, sendo descrito como responsável por formularl demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos e tratar de imóveis, além de orientar providências relacionadas a transações patrimoniais. O advogado Willer Tomaz de Souza é identificado como uma figura central na estrutura investigativa, com vínculos com empresas, imóveis e operadores financeiros.

Os mandados de busca e apreensão também têm como alvo familiares do senador, empresários, intermediários financeiros e escritórios de advocacia mencionados nas investigações. Um dos pontos críticos é que a esposa de Rocha, Samya Rocha, teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer Tomaz.

Em sua decisão, o ministro Mendonça ressaltou que as evidências apresentadas na investigação “superam o plano das conjecturas”. Ele mencionou a existência de uma “correlação temporal entre comunicações, aportes e cobranças”, o que reforça a gravidade das alegações. A PF confirmou que a investigação ainda está em andamento, com o objetivo de esclarecer a origem e a destinação dos recursos envolvidos, bem como individualizar as condutas dos suspeitos.

A situação mobilizou a atenção do público, e a Agência Brasil aguarda uma manifestação por parte dos envolvidos.

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