De acordo com o relato do ministro, a funcionária, ao avistar um cartão de embarque com seu nome, expressou a um agente da polícia judicial seu desejo de ofendê-lo. Contudo, ela rapidamente corrigiu sua afirmação, declarando que seria “melhor matar do que xingar”. Em seu desabafo, Dino enfatizou que não tem um relacionamento prévio com a funcionária, o que indica que sua reação é fruto de sua postura e atuação no STF.
O ministro não ficou apenas no relato do ocorrido, mas fez um chamado às empresas para que promovam campanhas de educação cívica, principalmente neste período de efervescência eleitoral. Dino destaca que, independentemente das opiniões e preferências políticas de cada cidadão, ninguém deve sentir-se intimidado ou temer por sua integridade ao interagir com serviços e produtos. Ele advertiu que, embora o episódio possa ser isolado, existe o risco de que a escalada do discurso de ódio aumente conforme as eleições se aproximam.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, também se manifestou em apoio a Dino, condenando a ameaça recebida. Fachin expressou a importância do respeito, da civilidade e da convivência pacífica nas divergências de opinião, ressaltando que o Brasil precisa de um ambiente de serenidade e compromisso democrático para que as diferenças sejam discutidas de maneira civilizada.
A assessoria de Dino, por sua vez, não forneceu mais detalhes sobre o incidente. No entanto, a situação chama a atenção para a crescente polarização política no país e a necessidade de promover o respeito mútuo, especialmente em um contexto onde a intolerância pode levar a ações extremas.




