O rito processual intensificou-se desde a última segunda-feira (25), com oitiva de diversas testemunhas. Dentre elas, o perito do Instituto Médico Legal (IML), Leonardo Huber Tauil, que foi o responsável pelo laudo cadavérico de Henry, sustentou que a morte resultou de hemorragia interna causada por uma lesão hepática por ação contundente. Durante sua declaração, ele visitou o apartamento onde ocorreu o suposto crime, mas não encontrou evidências que pudessem indicar o local do incidente, desconsiderando a versão inicial apresentada pelo casal, que alegava que o menino havia caído da cama.
A repercussão emocional do julgamento tem sido palpável. Durante os depoimentos, Monique se retirou do plenário ao se deparar com imagens do corpo do filho, demonstrando o impacto psicológico da situação. As declarações das testemunhas têm sido acaloradas e, em algumas instâncias, contraditórias. O pai da criança, Leniel Borel, discursou como testemunha da acusação, afirmando que Monique também tem responsabilidade na morte do filho.
Assim como o pai, outras testemunhas, incluindo ex-namoradas de Jairinho, trouxeram à tona relatos de agressões envolvendo o ex-vereador e filhos de suas parceiras anteriores. A babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, fez revelações sobre avisos que havia dado a Monique sobre possíveis agressões, e acusou a mãe de orientar para que apagasse mensagens em um momento crítico.
Conforme o julgamento avança, as expectativas indicam que os réus devem ser ouvidos já nesta terça-feira (2). A defesa de Jairinho solicitou que ele depusesse após Monique, em uma estratégia que considera crucial para a construção de sua defesa. Ao término dos depoimentos, os advogados apresentam suas considerações finais na quarta-feira (3), com o veredicto esperado para a passagem de quarta para quinta-feira, um ponto em que a tensão coletiva será palpável, dada a gravidade do caso e suas repercussões na sociedade.
O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, continua acompanhamento minucioso das sessões, restrito em termos de comunicação externa e isolamento, refletindo a seriedade com que o sistema judiciário trata a proteção da integridade do júri e a confidencialidade do processo. O clima no tribunal é de expectativa, conforme todos aguardam por um desfecho que pode ter consequências significativas tanto para os réus quanto para a sociedade como um todo.





