A definição dos três nomes foi realizada por votação dos membros do Condepe, que também promoveram uma sabatina com os candidatos, permitindo a participação presencial e online dos integrantes do conselho. O prazo para o governador escolher quem assumirá a Ouvidoria, a partir de janeiro de 2025, é até o dia 23 de dezembro.
O papel do ouvidor é receber denúncias de policiais que cometem abusos de poder no exercício da profissão, e encaminhar essas denúncias à Corregedoria para investigação. Em meio a tragédias recentes envolvendo a conduta policial, como o Massacre de Paraisópolis e a Operação Escudo, a função do ouvidor ganha ainda mais relevância.
Além dos candidatos Mauro Caseri e Valdison da Anunciação Pereira, a educadora e pesquisadora Luana de Oliveira participou do processo de seleção, porém não obteve votos suficientes para integrar a lista tríplice. Luana destacou a falta de representatividade feminina na Ouvidoria e criticou a gestão atual por não ter estabelecido um conselho consultivo, essencial para garantir a participação da sociedade civil.
Com a escolha do novo ouvidor sendo uma questão crucial para a transparência e a proteção dos direitos humanos no Estado de São Paulo, a expectativa agora se volta para a decisão final do governador e para o impacto que a nova liderança terá na condução das denúncias e na relação entre a sociedade e as forças de segurança.





