Após um longo julgamento, o militar Walter Saldanha Correa Junior, apontado como autor do disparo que matou DG, foi inocentado do crime. Em seu depoimento, Walter afirmou que atirou contra o dançarino quando este tentava fugir para o telhado de uma creche, resultando no ferimento fatal nas costas de DG.
A acusação do Ministério Público estadual alegou que o homicídio foi motivado por motivo torpe, já que o policial atirou mesmo após perceber que a vítima estava desarmada e não representava ameaça à sua segurança.
Após a morte de DG, Walter Saldanha foi preso, mas em 2015 sua defesa conseguiu um habeas corpus, permitindo que aguardasse o julgamento em liberdade. Além dele, os outros seis policiais que participaram da operação na comunidade foram absolvidos da acusação de falso testemunho.
O corpo de jurados, composto por sete cidadãos, decidiu pela absolvição dos agentes por unanimidade. A juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, titular do 1º Tribunal do Júri, ressaltou em sua sentença que os jurados absolveram os acusados de todas as imputações.
Douglas trabalhava como dançarino no programa “Esquenta”, da Rede Globo, e sua morte gerou protestos e comoção popular na época do crime. A absolvição dos policiais militares levanta questionamentos sobre a atuação das forças de segurança e a busca por justiça em casos de violência policial.





