Jaques Wagner pede militância para fazer boca de urna no segundo turno das eleições municipais em comício com Lula.

O líder licenciado do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), causou polêmica ao pedir boca de urna durante um comício com o ex-presidente Lula em Camaçari, na Bahia, nessa quinta-feira. No evento, Wagner incentivou a militância presente a se tornar “boca de urna”, distribuindo panfletos dos candidatos e conversando com eleitores próximos aos locais de votação.

A cena foi registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais, mostrando Jaques Wagner fazendo o pedido de forma enfática no palco, ao lado de Lula, a primeira-dama Rosângela Lula, o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues, e o candidato petista derrotado em Salvador, Geraldo Júnior. Nas imagens, é possível ver a empolgação da plateia com o discurso do líder petista.

No entanto, é importante ressaltar que a boca de urna é considerada crime eleitoral, conforme estabelece a Lei Eleitoral. A legislação proíbe a divulgação de propaganda de partidos políticos ou candidatos no dia das eleições, permitindo apenas manifestações individuais e silenciosas. A pena prevista para quem descumprir a regra é de seis meses a um ano de detenção, além de multa que pode chegar a R$ 15 mil.

A coluna entrou em contato com a assessoria de Jaques Wagner para comentar a fala do político durante o comício, mas até o momento não obteve resposta. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e posicionamentos do senador petista.

O episódio reforça a importância de respeitar as normas eleitorais e garantir a lisura do processo democrático. Atitudes como a boca de urna podem comprometer a legitimidade das eleições e desvirtuar o exercício do voto consciente e livre dos cidadãos. Portanto, é fundamental que os políticos e eleitores ajam de acordo com a legislação vigente para preservar a democracia e a transparência no processo eleitoral.

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