Em um comunicado veiculado pela emissora estatal IRIB, a força naval iraniana esclareceu que a medida foi tomada após a detecção de embarcações que, supostamente, agiram em desacordo com as diretrizes de navegação estabelecidas por Teerã, sugerindo a influência de uma “potência estrangeira”. Segundo o IRGC, vários navios violaram restrições previamente impostas, com um deles até desligando seu sistema de identificação, o que colocou em risco a segurança marítima da área. A embarcação foi prontamente interceptada após disparos de advertência.
A Marinha do IRGC comunicou que, “diante dessa violação de segurança decorrente de interferência ilegal”, o estreito de Ormuz ficará temporariamente fechado e que “nenhum navio terá permissão para passar”. A medida ilustra a crescente tensão na região, com as autoridades iranianas ameaçando retaliações se tentativas de justificar novas ações contra o país forem feitas. O tom belicoso das autoridades irmanadas à proposta de uma resposta militar robusta em caso de novos ataques ou violações fortalece a percepção de que a situação pode se agravar.
Além disso, o IRGC advertiu que a responsabilidade por qualquer escalada recairá sobre os “inimigos” e nações que permitirem a utilização de seus territórios para a instalação de bases militares inimigas, apontadas como hostis pelo governo iraniano.
Estratégica e vital, a passagem do estreito de Ormuz, que se localiza entre o Irã e Omã, é responsável por quase um terço das exportações globais de petróleo e gás natural. Historicamente, a instabilidade nessa região tem impactado significativamente os preços do petróleo, uma vez que, durante períodos de conflito, o fechamento do estreito fez com que os valores alcançassem cifras alarmantes, como os quase US$ 120 por barril em confrontos anteriores. A atual situação ressalta a fragilidade da segurança marítima nesse corredor crucial e suas implicações para o mercado global.
